segunda-feira, 7 de julho de 2008

Você sabe o que é Overclock?

Básico sobre Overclock
O Overclock é uma técnica que permite aumentar a freqüência do processador fazendo com que ele funcione mais rapidamente. Através dele, podemos fazer com que um Celeron A de 300 mhz trabalhe a 450 mhz, ou que um Pentium MMX de 200 mhz trabalhe a 249 mhz por exemplo. Esta "mágica" é possível aos processadores "desconhecerem’ sua própria velocidade de operação, acatando as informações fornecidas pela placa mãe.A freqüência de operação dos processadores domésticos é determinada por dois fatores:1- A velocidade de operação da placa mãe também conhecida como velocidade do barramento, que no Pentium no MMX, no K6, no Cyrix 6x86, no Celeron e nas primeiras versões do Pentium II pode ser 50 Mhz, 60 Mhz ou 66 Mhz sendo que geralmente as placas mães permitem também 75 e 83 mhz. No caso das versões do Pentium II apartir de 350 mhz, do K6-2 e dos Cyrix MII, é utilizada velocidade de barramento de 100 mhz, sendo que muitas placas mãe permitem tbm 103 e 112 mhz.2- O multiplicador de clock: A partir dos micros 486, foi criada um conceito chamado multiplicador de clock, que é uma tecnologia pela qual a placa mãe e os dispositivos ligados à ela trabalham à uma velocidade menor do que a velocidade do processador internamente. Dessa forma, só o processador vai trabalhar à sua freqüência nominal (100Mhz, 133Mhz, 166Mhz, 200Mhz, 450 mhz, etc.). Os demais periféricos como memória Ram, placa de vídeo, HD, cache L2 etc. continuarão trabalhando na velocidade do barramento (ou "bus"), que será sempre menor do que a do processador, proporcionalmente ao multiplicador.Um Pentium 200 por exemplo, trabalha com velocidade de barramento de 66 Mhz, e multiplicador de 3x, (66 x 3 = 200) Isso significa que o processador trabalha à 200 Mhz e se comunica com os demais componentes do micro à 66 Mhz. Um Pentium-233 vai trabalhar a 3,5 x 66Mhz, um Pentium-166 a 2,5 x 66Mhz, etc. Porém, os chips "desconhecem" a sua própria freqüência de operação, de modo que trabalham na freqüência dada pela placa mãe, é isso que possibilita o Overclock, se você tiver um processador Pentium 166 por exemplo (2,5 x 66Mhz), pode fazer ele trabalhar à 200 Mhz simplesmente aumentando o multiplicador de clock de 2,5x pra 3x. Caso a sua placa mãe permita, você poderá usar um barramento maior do que 66 Mhz: 75 ou ate mesmo 83 Mhz, neste caso o nosso Pentium 166 mesmo mantendo-se o multiplicador em 2,5x, poderia trabalhar à 187 Mhz (2,5 x 75Mhz) ou à 208 Mhz (2,5 x 83Mhz) caso você seja um sádico e queira ver o seu pobre processador trabalhar em regime escravo, pode ao mesmo tempo aumentar a velocidade do barramento e o multiplicador, chegando em algo como: 225 Mhz ( 3 x 75Mhz) ou incríveis 249 Mhz (3 x 83 Mhz). Porém pra isso você provavelmente vai precisar colocar o computador em uma câmara frigorifica como vou explicar mais pra frente.:. Fazendo Overclock As freqüências do barramento e o multiplicador podem ser alteradas simplesmente mudando alguns jumpers da sua placa mãe. A posição desses jumpers difere de acordo com o modelo e a marca da sua placa, por isso para se fazer overclock é indispensável ter à mão o manual da sua placa. No meu caso por exemplo, tenho uma VX-Pro que permite velocidade de barramento de 50 Mhz, 55 Mhz, 60 Mhz, 66 Mhz e 75 Mhz, que são alteradas mudando-se a posição dos jumpers JP3A, JP3B e JP3C. O manual me da o esquema dos jumpers para cada velocidade pretendida. Ele também aceita multiplicadores de 1,5x, 2x, 2,5x e 3x para os processadores Intel, 2x para os Cyrix e 1,5x, 2,5x e 3x para os AMD, todos configuráveis através do jumper JP5.:. Problemas gerados pelo Overclock Quando você faz Overclock, obriga o processador a trabalhar a uma velocidade maior do que ele foi projetado, o único efeito colateral disso é um maior aquecimento do processador. Você pode minimizar isso trocando o seu cooler por um de melhor qualidade, passando pasta térmica entre o cooler e o dissipador, ou mesmo melhorando a ventilação dentro do gabinete. NÃO EXISTE A POSSIBILIDADE DO SEU PROCESSADOR QUEIMAR DEVIDO AO OVERCLOCK, MESMO QUE ESTE SEJA MAL SUCEDIDO. Os processadores Intel são testados em fabrica à uma velocidade maior do que a de venda, ou seja, para um processador ser aprovado como um Pentium 166, ele tem que funcionar em fábrica à 200 Mhz, somente funcionando sem problemas ele é aprovado como 166, caso contrario ele é vendido com um clock mais baixo, 133, 100, etc.. Ou seja: overclocando o 166 pra 200 você simplesmente está fazendo com que ele trabalhe na freqüência na qual ele foi testado em fabrica. Em processadores de outras marcas, a margem de garantia não é assim tão grande, principalmente nos K-6, isso dificulta o overclock, mas não o impossibilita completamente. Aumentando a velocidade do barramento, podem aparecer também outros problemas relacionados à memória RAM, ao cache L2, ou mesmo em outros componentes como a placa de vídeo, pois estes também serão obrigados à trabalhar mais rápido. Com barramento de 75 Mhz, você não devera ter maiores problemas, porem com 83 Mhz, provavelmente só com componentes de boa qualidade e memórias Sdram.Uma ótima maneira de solucionar problemas com a memória Ram, é aumentando seus Wayt-States (tempos de espera entre um ciclo e outro), que podem ser configurados no Setup do micro (ver tutorial sobre Bios Setup)Aumentando os Wait states, você vai permitir que ela trabalhe um pouco mais devagar, suportando assim velocidades mais altas de barramento. Aqui estou usando velocidade de barramento de 75 Mhz sem problemas, mesmo com os Wait states das minhas memórias EDO-60ns no mínimo.:. Limitações A grande maioria dos processadores Intel possuem uma trava que impede que trabalhem num multiplicador maior do que o original, este é o caso dos Pentium e MMX mais recentes, além é claro dos Pentium 2 e do Celeron, incluindo o Celeron A e o Xeon. Neste caso você não vai conseguir fazer Overclock aumentando o multiplicador, porém ainda vai restar aumentar a velocidade do barramento como expliquei anteriormente conseguindo o mesmo resultado. Por infelicidade, aqui eu tenho um Pentium, um Pentium 120 que possui trava, que overcloquei pra 150 aumentando o barramento pra 75 Mhz.Muitas placas mãe, principalmente as mais novas são "jumperless" ou seja, todas as configurações, incluindo o bus clock e o multiplicador são feitas através do Setup, isso torna mais fácil ainda o overclock. O problema é que algumas placas "auto detectam" o processador impedindo-se que aumentemos a velocidade, caso tenha uma placa assim não existe o que fazer. Caso a sua placa mãe suporte bus de apenas 66 mhz e o seu processador seja "Castrado" ou seja, possua a trava que impede que se aumente o multiplicador, vê também não conseguirá fazer overclock, a não ser no caso de ter um processador que utiliza bus de 60 mhz, como o Pentium 60 e o 120, neste caso ainda pode-se conseguir um pequeno ganho de desempenho subindo o bus de 60 para 66 mhz.:. Dicas Mesmo que o seu processador não possua o multiplicador travado (o que é improvável) É sempre preferível fazer Overclock aumentando a velocidade do barramento a faze-lo aumentando o multiplicador, pois como eu disse anteriormente, aumentando a velocidade do barramento, não só o desempenho do processador, mas o de todos os componentes vai aumentar.Você pode verificar se o seu processador está esquentando demais com um teste muito simples: Use o micro normalmente por uma ou duas horas, em seguida desligue o micro e rapidamente abra o gabinete, retire o cooler e coloque a mão em cima do processador, se conseguir manter a mão em cima dele por 10 segundos, sem queimar, então a temperatura está normal, caso contrario o seu processador esta esquentando demais, o que pode causar travamentos.Caso haja excesso de aquecimento, considere a troca do cooler por um melhor e passe pasta térmica entre o cooler e o dissipador. Caso o seu processador seja in-a-box (aqueles que vem com um cooler grudado nele), não será necessário nada disso, pois este já é um excelente cooler, que dispensa pasta térmica inclusive.:. O Overclock diminui a vida útil do meu processador? Quando você faz Overclock sempre há um aumento da temperatura do processador, isso causa uma diminuição da vida útil do mesmo, dependendo de quanto a mais ele esta esquentando. Um processador costuma durar mais do que 20 anos, caso você faca o teste da mão e verifique que ele não está superaquecendo, o seu processador vai durar mais do que 8 anos. Mesmo que você pegue um Pentium 100 e overcloque ele pra 200 (tem gente que faz isso) e ele esquente tanto que viva travando, pelo menos uns 2 anos ele vai durar. Considerando o tempo que você ficou com o seu último micro, pode ser um ótimo negócio.

Conhecimento Básico de Informática.

Fique Tranqüilos por que não Morde

Este é o primeiro artigo de participação do Connected Minds na campanha contra o analfabetismo digital, que acontece na blogosfera brasileira entre os dias 25 e 27 de abril.
A primeira coisa a ser ensinada nas escolas é o alfabeto. Pensando deste modo achei que a melhor coisa a fazer é começar ensinando uma noção básica sobre o computador em si, seus principais itens e funções. Vamos ao nosso primeiro tutorial.
1. Conceito de hardware e software
Hardware é tudo que faz parte fisicamente do seu computador, ou seja, são as peças que compõe ele.
Software são os programas que fazem seu computador funcionar e realizar tarefas como editar um texto, imprimir uma foto, enviar um email, etc.
Algumas pessoas dividem o software em duas categorias: utilitários em geral (programas para gravação de CDs, edição de imagens, textos, planilhas de cálculos, email, navegação na internet, etc) e sistemas operacionais.
Os sistemas operacionais são responsáveis por dar vida ao seu computador, digamos assim. É através de um sistema operacional que você pode usar o seu computador, ele é a sua principal forma de controlar a máquina. Sem um sistema operacional não existe função para um computador, ele não será mais do que um amontoado de hardware (ou peças) sem utilidade.
Mas então qual é o seu sistema operacional?? Isso depende do computador que você comprou ou vai comprar, os mais comuns são o Windows (pronuncia-se “uindous”), o Linux e o Macintosh (pronuncia-se “méque-in-tochi”).
A maioria esmagadora dos computadores em uso atualmente trabalha com o sistema operacional Windows.
2. Conhecendo o hardware um pouco melhor
O seu computador é o resultado da soma de peças que trabalham em conjunto para que seja possível fazer qualquer coisa nele. A capacidade de executar um software (programa) mais avançado é determinada pela capacidade do seu hardware (peças). Isso significa que uma máquina com hardware mais simples não terá um bom desempenho ao executar um programa mais sofisticado, como um editor de vídeos, por exemplo.
Vamos fazer uma breve introdução sobre o hardware, mostrando as principais peças.
Placa-Mãe: ela pode ser considerada o coração do computador, todas as peças do micro estão ligadas à ela. É ela quem determina qual o tipo de memória, HD, processador e outros itens que serão usados, e por isso mesmo é ela quem dita as possibilidades de melhoria da capacidade de hardware do computador no futuro. Boas placas-mãe suportam processadores mais simples e mais avançados (desde que sejam do mesmo padrão), aceitam uma boa quantidade de memória (em geral o máximo suportado varia entre 2GB e 4GB para micros caseiros) e possuem no mínimo 3 encaixes livres para adicionar placas extras (rede, som, captura de tv, etc). Abaixo temos um exemplo:
Quer saber mais sobre placas-mãe? Então visite: Infowester
Memória: Algumas pessoas fazem uma analogia errada sobre as memórias. Elas não guardam os seus arquivos (fotos, textos, músicas…). O responsável por armazenar seus arquivos é o HD. As memórias permitem que o seu computador trabalhe com as informações enquanto a máquina está ligada, de certo modo elas até armazenam informações e arquivos, mas de forma temporária, apenas enquanto você está trabalhando neles. Para que o processador trabalhe com um arquivo ou com um programa ele precisa da ajuda das memórias, por isso, quanto mais memória seu computador tiver melhor será o desempenho dele. Existem diversos tipos de memória no mercado, cada tipo serve em uma determinada placa-mãe e funciona junto com um determinado processador. O principal ponto que você deve saber é que a quantidade de memória influencia no desempenho do micro, portanto se for possível procure máquinas com a maior quantidade de memória que seu dinheiro puder pagar. Atualmente valores entre 1GB e 2GB de memória atendem a maioria dos usuários domésticos. Exemplo de uma memória:
Quer saber mais sobre memórias? Então visite: Infowester
Processador: como um determinado fabricante gosta de dizer, este é o cérebro do seu computador. Tudo que acontece nele passa pelo processador e ele é o principal componente para determinar a velocidade da sua máquina. Quando mais rápido é o processador mais rápido será o uso do computador e melhor será a sua capacidade para rodar um jogo ou mais de um programa ao mesmo tempo. Aqui é importante que você tenha em mente que existem processadores de apenas um núcleo e processadores de mais de um núcleo. Esses processadores com 2 ou mais núcleos - também conhecidos com “dual core” e “quad core”- trabalham de forma mais eficiente, portanto, se você for escolher um micro dê preferência a máquinas que possuem esses processadores. Exemplo de um processador:
Quer saber mais sobre processadores? Então visite: Infowester
HD ou disco rígido: esse é o responsável por armazenar tudo que existe de software e arquivos dentro do seu computador. A ordem principal aqui é tamanho, quanto maior for a capacidade do seu HD mais informações, programas, jogos, fotos, etc você poderá guardar no seu computador. Atualmente os HDs usam um padrão chamado “SATA” e possuem capacidades de armazenamento que variam de 80GB até 500GB. Para usuários domésticos algo em torno de 160GB ou 250GB está excelente. Problemas no seu HD em alguns casos ocasionam a perda das informações armazenadas no computador, é por isso que você ouve algumas pessoas falando em “backup”, ou seja, uma cópia dos seus arquivos importantes (textos, fotos, músicas, etc) para um outro local, como um CD por exemplo. Assim caso aconteça algum acidente com o seu HD basta trocá-lo, reinstalar os programas e copiar seus arquivos que estão no CD de backup para o seu HD novo.
Quer saber mais sobre HD? Então visite: Infowester
Placa de vídeo: responsável por enviar a imagem para o seu monitor. Podem ser de dois tipos: “offboard” - quando vem separada da placa-mãe; e “onboard” - quando a placa de vídeo vem embutida de fábrica na placa-mãe (a maioria dos micros vendidos atualmente usam placas de vídeo onboard). Aqui você deve dar atenção para alguns itens, são eles:
- placas de vídeo offboard tem melhor desempenho, portanto se o seu computador vai rodar jogos, editar imagens e vídeos ou se você gosta de assistir DVDs com qualidade essa é a melhor opção. Placas de vídeo offboard com 256MB ou 512MB atendem muito bem aos usuários de jogos.
- placas onboard barateiam o preço final do computador, mas não devem ser escolhidas para uso em micros que irão rodar jogos - elas tem baixo desempenho e ainda utilizam parte da memória do computador para funcionar, prejudicando a performance geral do computador. Escolha esse tipo de placa se a sua intenção for navegar na internet, editar textos e planilhas de cálculo, email, assistir a filmes (sem uma qualidade excelente) e afins.
Quer saber mais sobre placas de vídeo? Então visite: Guia do Hardware
Esses são os principais itens a serem observados no momento da compra de um computador, pois eles afetarão diretamente a produtividade do micro. Caso você esteja interessado em saber mais sobre outros itens de hardware recomendo que leia esse guia de hardware para iniciantes do Infowester.
Esse foi o meu primeiro artigo para a campanha contra o analfabetismo digital. Em breve publicarei um texto sobre os cabos que ficam atrás do seu computador, mostrando para que serve cada um deles e como você deve conectá-los para que tudo funcione corretamente. Na seqüência vou começar a falar sobre emails e segurança na internet. Fiquem de olho no blog!

domingo, 6 de julho de 2008

Conexão wan no packet tracer da Cisco.

Conexão wan no packet tracer da Cisco. - Diogenes mas um material para te ajudar nos seus estudos.

Caríssimos leitores! Vou retomar as postagens no blog iniciando 2008 com um pequeno tutorial sobre VLSM. Creio que este seja um tópico de bastante interesse, já que é um dos assuntos cobrados no exame CCNA (e também nos exames CCNP e CCIP) e, me parece, muitos ainda têm dificuldade em compreende-lo com clareza.
O pré-requisito para este tutorial é compreender relativamente bem o conceito de subnetting. Se você ainda tem dificuldades com subredes, este post não irá ajuda-lo muito, creio. Aconselho, neste caso, a buscar e ler o que já foi postado sobre o tópico “subredes” (http://blog.ccna.com.br/?s=subredes). Pode ser de grande ajuda.

VLSM nada mais é do que a segmentação lógica de subredes. Ou seja, para criar subredes, você segmentou uma determinada rede. VLSM consiste em segmentar as subredes criadas, em blocos não necessariamente do mesmo tamanho. Daí o nome “subredes de tamanho variável”.

Exemplo:

Suponha a Rede sem segmentação abaixo:
192.168.10.0 /24 (como é sem segmentação, a máscara DEVE ser /24, já que falamos aqui de um endereço de rede classe “C”)
Vamos supor agora que esta rede foi segmentada em 2 subredes distintas:
192.168.10.64 /26 e192.168.10.128 /26
OBS: Aqui foi aplicada a regra 2 ^ x - 2. Se eta regra não fosse aplicada, teríamos as subredes 192.168.10.0 /25 e 192.168.10.128 /25. Lembrando que o exame CCNA considera a regra 2 ^ x - 2 para o cálculo de subredes (a não ser quando EXPLICITAMENTE mencionado na questão).
Retornando… temos então as 2 subredes acima denotadas, cada uma delas com capacidade para endereçar 62 hosts:
Subrede: 192.168.10.64hosts: 65 à 126Broadcast: 127
Subrede: 192.168.10.128hosts: 129 à 190Broadcast: 191
Agora, suponha que você, tendo em mãos este pequeno plano de endereçamento, tenha uma rede com a seguinte topologia para endereçar:
Quantas redes esta topologia apresenta? Resposta: 6 redes! 3 redes WAN interconectando os routers A, B e C, e 3 redes locais, para cada uma das localidades. Como você, com apenas 2 redes disponíveis, consegue suprir suas necessidades de endereçamento? Resposta: VLSM! Vamos pegar as 2 redes que já temos e dividi-las ainda mais, obtendo assim o número de redes que precisamos. Vamos lá então!
Comecemos pelas 3 redes WAN. Observe que todas são do tipo ponto-a-ponto, ou seja, precisam de apenas 2 endereços de host (um para cada interface de cada um dos 2 routers). Por exemplo, a rede que interliga o router A com o router B necessita de apenas 2 endereços IP: um para cada router. Assim sendo, precisamos de 3 redes /30, que têm esta característica (entregam apenas 2 endereços de host por subrede).
Vamos usar a rede 64 para obter as 3 redes /30 que precisamos:
192.168.010.064255.255.255.192 ==> 11111111.1111111.11111111.11000000
Os “zeros” em vermelho mostram até que ponto temos de avançar na máscara /26 para obtermos as redes /30. Quantas redes /30 conseguiríamos? Resposta: 2 ^ 4 = 16. Notem que aqui não se aplica a regra do “-2″. Esta regra não é aplicada para cálculo de subredes VLSM.
Portanto, a subrede 192.168.10.64 /26, quando subdividida conforme acima, nos fornece 16 subredes /30, cada uma podendo endereçar até 2 hosts (ou interfaces de roteadores, no caso). Estas redes ocorrem de 4 em 4, e seriam:
192.168.10.64, 68, 72, 76. 80, 84, 88, 92, 96, 100, 104, 108, 112, 116, 120 e 124, todas com máscara /30.
Para o nosso exercício, vamos reservar as 3 primeiras: 192.168.10.64 /30, 192.168.10.68 /30 e 192.168.10.72 /30.
Notem que ainda temos 13 subredes /30 que não serão usadas. O que poderíamos ter feito, para evitar este desperdício, é dividir a subrede 192.168.10.64 /26 em 2 subredes /27 (192.168.10.64 /27 e 192.168.10.96 /27), e subdividir a primeira (192.168.10.64 /27) em 8 subredes /30. Desta forma, desperdiçaríamos um menor número de endereços e ainda teríamos uma subrede /27, com capacidade para endereçar até 30 hosts sobrando, para uso futuro. Mas para efeitos didáticos, o exemplo inicial é mais fácil de ser compreendido.
Bom, resolvemos o problema do endereçamento das redes WAN. Mas agora nos sobrou apenas 1 subrede /26 para endereçamento das 3 localidades, sendo que cada localidade tem a sua necessidade de hosts. A dica aqui é fazer o cálculo usando a localidade com maior necessidade de IPs (20 hosts, no caso). Eu preciso, portanto, de pelo menos 3 subredes que me entreguem, ao menos 20 hosts. Vamos lá!
192.168.010.128255.255.255.192 ==> 11111111.1111111.11111111.11000000
Notem que eu tenho 6 “zeros” para manipulação. O algoritmo que temos que usar é:
2 ^ x - 2 >= 20, sendo que o resultado (x) é o número de “zeros” da direita para a esquerda que teremos que preservar.
Notem que a regra do “-2″ deve ser observada neste cálculo, já que estamos falando de hosts (temos que eliminar os endereços de rede e de broadcast).
Portanto, x = 5, já que 2 ^ 5 - 2 = 30, e 30 >= 20. Se x fosse 4, o resultado seria 14, e 14 não é >= 20. Portanto, devemos reservar 5 zeros para o endereçamento dos hosts:
11111111.1111111.11111111.11100000
Opa! Temos um problema! Se fizermos isso, restará apenas 1 zero na máscara para a criação das subredes. E apenas 1 zero nos possibilita a criação de apenas 2 subredes (2 ^ 1). Precisamos de 3 subredes, e não 2! O que fazer? Resposta: Criamos as 2 novas subredes, cada uma com capacidade para endereçar até 30 hosts e, posteriormente, dividimos novamente uma destas 2:
As 2 novas subredes ocorrem de 32 em 32, portanto:
192.168.10.128 /27e192.168.10.160 /27, Vamos pegar a segunda e dividi-la novamente:
192.168.010.160255.255.255.224 ==> 11111111.1111111.11111111.11100000
O “zero” assinalado em vermelho é o dígito que alteraremos na máscara para criarmos 2 novas subredes com máscara /28 (observem que, conforme se adiciona um dígito à máscara original, criamos 2 novas subredes. Ex: de /26 para /27 criamos 2 subredes. De /27 para /28, criamos 2 subredes, e assim por diante).
As 2 novas subredes /28 ocorrem de 16 em 16 (/28 = 255.255.255.240 256 - 240 = 16, para quem não se lembra das regras do cálculo de subredes), portanto:
192.168.10.160 /28e192.168.10.176 /28
Resta saber se qual a capacidade de endereçamento de hosts cada uma destas subredes possui: Temos 4 “zeros” restantes na máscara /28. Assim sendo: 2 ^ 4 - 2 = 14. Portanto, atendemos aos requisitos. Vamos ao resumo do endereçamento:
Conexão WAN A - B: 192.168.10.64 /30Conexão WAN A - C: 192.168.10.68 /30Conexão WAN C - B: 192.168.10.72 /30
Localidade ligada ao router C: 192.168.10.192.168.10.128 /27 (até 30 hosts)Localidade ligada ao router A: 192.168.10.192.168.10.160 /28 (até 14 hosts) Localidade ligada ao router B: 192.168.10.192.168.10.176 /28 (até 14 hosts)
OBS IMPORTANTE: Algumas palavras usadas para denotar o não uso da regra do “-2″ para subredes em questões do exame:
How many usable subnets (ou utilizáveis ou algo do gênero se for em Português)
Se aparecer “ip subnet-zero” em algum ponto da questão. Lembrem-se que para VLSM e CIDR, a regra do “-2″ para cálculo de subredes NUNCA se aplica.
Seria basicamente isso. Pode não parecer simples à princípio, mas com prática pega-se o jeito da coisa e tudo fica tão claro quanto o cálculo de subredes. Posso ter errado aqui! Então, se algum de vocês refizerem os cálculos e encontrarem algum erro, por favor, postem nos comments. Aliás, este é um excelente exercício. Procurem refazer os cálculos e compreender o que foi feito, e procurem por falhas. Qualquer dúvida, postem nos comments e respondo-as com prazer!
Seguindo este tutorial, mais adiante publicarei um tutorial sobre CIDR e sumarização de rotas, para então entrarmos em uma série de tutoriais mais avançados sobre EIGRP, OSPF e BGP.

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